
PET-Saúde Clima abre cadastro reserva para interessados em atuar como bolsistas na Univates
Por Lucas George Wendt
|Postado em: 30/10/2026, 09:45:00
Estudantes interessados em atuar na relação entre saúde pública, mudanças climáticas e eventos ambientais extremos podem se cadastrar para futuras oportunidades de bolsas no projeto PET-Saúde Clima, desenvolvido pela Universidade do Vale do Taquari - Univates em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Lajeado e a 16ª Coordenadoria Regional de Saúde. A iniciativa mantém um cadastro reserva para interessados em participar das atividades, que envolvem formação acadêmica, pesquisa e experiências práticas nos serviços públicos de saúde de Lajeado e da região.
O cadastro pode ser realizado por meio de formulário on-line, disponível em https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSduPVJF59fz7LBaVun-QyIs6wKK9olaZohNsPWTIeBYRjrePA/viewform. O preenchimento permite manifestar interesse em futuras oportunidades de participação como bolsista.
Para se candidatar, o interessado deve:
a) estar matriculado em curso de graduação (somente no formato presencial) e em situação regular – administrativa e financeira – com a Univates;
b) ter disponibilidade para o cumprimento da carga horária (20 horas semanais);
c) não estar no último semestre do curso e, no caso da Medicina, até o sétimo semestre;
Fica vedado o acúmulo com outra bolsa de extensão.
O PET-Saúde Clima é desenvolvido pela Univates em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Lajeado (Sesa) e a 16ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS). O projeto foi selecionado por meio do Edital nº 23/2026, da Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde (SGTES), do Ministério da Saúde, e integra o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde, iniciativa dos Ministérios da Saúde e da Educação que promove a aproximação entre instituições de ensino, Sistema Único de Saúde (SUS) e comunidade.
As atividades partem do reconhecimento de que enchentes, desastres e outras consequências das mudanças climáticas também representam desafios para a saúde pública. Além dos danos materiais, esses acontecimentos podem comprometer as condições sanitárias, afetar a saúde mental, dificultar o acompanhamento de pessoas com doenças crônicas e ampliar vulnerabilidades sociais. Nesse contexto, o projeto busca articular diferentes áreas do conhecimento para contribuir com a prevenção, a vigilância e a preparação dos serviços de saúde diante de situações de emergência.
Atualmente, as atividades estão organizadas em cinco Grupos de Aprendizagem Tutorial (GATs), que abordam diferentes dimensões do tema. A iniciativa reúne estudantes e professores de 11 cursos de graduação: Enfermagem, Medicina, Biomedicina, Psicologia, Odontologia, Farmácia, Fisioterapia, Nutrição, Direito, Letras e História.
Um dos grupos trabalha com o VigiDesastres, desenvolvendo atividades formativas sobre riscos ambientais, desastres e planos de contingência. Outro acompanha ações de vigilância e controle de endemias, incluindo o monitoramento do mosquito Aedes aegypti, a vigilância da água e as atividades realizadas por agentes de combate às endemias.
A saúde mental também integra as frentes de atuação. Os participantes acompanham atividades dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) de Lajeado e desenvolvem uma ferramenta para mapear usuários com condições crônicas que possam estar mais vulneráveis durante eventos climáticos extremos. A proposta é contribuir para a identificação de necessidades e para o planejamento de estratégias de cuidado em situações de emergência.
Outro eixo envolve o letramento em saúde da população migrante, com a estruturação de uma pesquisa sobre acesso e compreensão de informações relacionadas à saúde. Já o grupo de comunicação e inovação trabalha na elaboração de materiais informativos sobre riscos ambientais, cotas de inundação e estratégias de comunicação em emergências, além de planejar ações de sensibilização com profissionais e agentes de saúde.
Desde o início das atividades, em agosto deste ano, os participantes também realizam capacitações, reuniões de planejamento e aproximações com os serviços públicos parceiros. Em outubro, as equipes avançaram no desenvolvimento de materiais educativos, ferramentas de acompanhamento e propostas de pesquisa, ampliando a articulação entre formação acadêmica e necessidades identificadas no território.
A participação no PET-Saúde Clima proporciona aos estudantes o contato com situações concretas da saúde pública e com os desafios que emergem da relação entre ambiente, condições de vida e assistência à população. O trabalho interdisciplinar permite compreender como diferentes áreas profissionais podem contribuir para a preparação dos serviços de saúde e para a redução de vulnerabilidades diante de eventos extremos.

Atividades do projeto já iniciaram


