Tal separação é um modo de preservar a imagem do Estado diante de possíveis desgastes do governo. Com a morte da rainha e com a confirmação da nova primeira-ministra, uma pergunta que se impõe é: o que muda na condução da política interna e externa da Inglaterra? Uma única palavra bastaria para responder à questão: nada. Absolutamente nada.
Com o (finalmente) reinado de Charles III, o papel do monarca será o mesmo do de Elizabeth II: garantir à coroa britânica a imagem de soberania e poder que tradicionalmente a Inglaterra visa ostentar, mesmo já não sendo mais o centro de um império marítimo que existiu em séculos passados.
Elizabeth, coroada ainda jovem, fez do respeito às instituições democráticas, no contexto da Guerra Fria e nos últimos quarenta anos, um dos traços mais marcantes de sua era. Charles, o mais velho da história da monarquia inglesa a se tornar rei, além de ter de conviver com a sombra da popularidade da mãe, cumprirá um papel de transição para a posse do primogênito, o príncipe Willian, sobre o qual recaem expectativas de ser um monarca realmente conectado ao século XXI.







