
Como é a rotina de quem faz graduação em Relações Internacionais?
Por Mateus Dalmáz, coordenador do curso de Relações Internacionais
|Postado em: 30/10/2026, 09:13:14
|Atualizado em: 30/10/2026, 09:14:34
O estudante de Relações Internacionais da Univates tem uma rotina bastante diversificada. Desde aulas trabalhando teoria e prática até a experiência de vivência internacional, os três anos e meio do curso proporcionam um universo acadêmico dinâmico.
Os componentes curriculares que compõem o chamado “núcleo central” do curso ocorrem na sala temática de Relações Internacionais, onde a disposição de mesas em pequenos grupos oferece um ambiente propício para a interação. Matérias como política externa brasileira, história das relações internacionais, geopolítica, segurança internacional, comércio exterior, economia internacional, entre outras, são estudadas com simulações de processos decisórios. Os alunos assumem o papel de atores internacionais diante de contextos diversos e vivenciam tomadas de decisão sobre política, economia e negócios no âmbito externo. Essa experiência requer leitura sobre a estrutura e a conjuntura do sistema internacional, além de estudos sobre os objetivos estratégicos de Estados e organizações internacionais. A rotina do estudante é cercada de textos científicos que abordam essas temáticas e também de conteúdo noticioso sobre o que ocorre no Brasil e no mundo. É natural para o internacionalista estar por dentro de conflitos, tratados, acordos e incidentes internacionais da atualidade.
É preciso falar outro idioma? Sem dúvida, pois boa parte da literatura crítica sobre relações internacionais é produzida em inglês, não apenas porque se trata da linguagem acadêmica universal, mas também pela razão de que importantes teóricos da área produzem conteúdo em inglês. Estudar outro idioma é fundamental. Porém, no curso de graduação em Relações Internacionais da Univates não é obrigatório estudar idiomas na própria universidade. As mais diferentes formas de aprender idiomas são incentivadas e o que o curso exige é uma prova de proficiência em inglês. Vale mencionar que a Univates tem convênio com diferentes universidades do exterior, o que faz com que muitos intercambistas e até mesmo professores estrangeiros circulem pelo curso. Assim, o mosaico de idiomas e de pontos de vista é rotineiro no curso.
A grande expectativa do internacionalista que estuda na Univates, sem dúvida, é a vivência internacional. Mas o que vem a ser a vivência internacional? Trata-se de uma disciplina obrigatória, em que o valor da mensalidade é utilizado para compra de passagens aéreas e estadia no exterior. Os alunos da vivência internacional, acompanhados por professores, visitam Bruxelas e, na capital da Bélgica, conhecem a Embaixada do Brasil, a missão brasileira na União Europeia, o Parlamento Europeu, além de outras estruturas da União Europeia e também organizações internacionais, empresas, museus e universidades. Tudo isso para ver de perto as possibilidades de trabalho do internacionalista: a diplomacia, o comércio exterior, a pesquisa científica, a análise técnica em diferentes organizações.
Ser um internacionalista na Univates é, portanto, aliar a leitura com experiências criativas sobre as práticas diversas de quem trabalha conectado com o mundo.

