
Univates em Portugal (2/2): representantes cumprem agenda de aproximação institucional com a Universidade de Leiria e Oeste, em Portugal
Por Lucas George Wendt
|Postado em: 30/09/2026, 07:15:00
|Atualizado em: 30/09/2026, 12:02:45
Após a participação no Cascais International Health Forum, encerrado na sexta-feira (25), a delegação da Universidade do Vale do Taquari - Univates em Portugal cumpre, entre esta segunda-feira (28) e a terça-feira (29), uma agenda de trabalho na Universidade de Leiria e Oeste (ULO), em Portugal.
A ULO é o antigo Instituto Politécnico de Leiria, com que a Univates mantém parceria desde 2002, recentemente transformado em Universidade. A mudança foi formalizada pelo Decreto-Lei n.º 135/2026, publicado em Diário da República no dia 9 de julho de 2026. A nova universidade sucede a todas as obrigações, direitos, cursos e locais do antigo politécnico, mantendo as escolas em Leiria, Caldas da Rainha e Peniche.
A programação, organizada pela Divisão de Relações Internacionais da instituição portuguesa, estabelece reuniões institucionais, visitas a centros de pesquisa e um encontro final destinado a definir um roteiro de cooperação entre as duas universidades, movimento que sucede a imersão da comitiva em um dos principais espaços de debate sobre longevidade, inovação e saúde do país.
Integram a comitiva o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação, Luis Fernando Timmers; a gerente do Parque Tecnológico, o Tecnovates, Cristiani Reimers; a coordenadora institucional de Pesquisa, Luciana Turatti; e o coordenador da Incubadora da Univates - Inovates, Bernardo Sulzbach.

Representantes da Univates com reitor da Universidade de Leiria e Oeste
Primeiro dia: apresentação institucional e ecossistema de empreendedorismo
A programação de segunda-feira começou às 10h30 (horário de Portugal), na Reitoria da ULO, com sessão de boas-vindas e apresentação institucional da universidade anfitriã, que inclui suas áreas estratégicas de ensino e investigação. Os representantes da Univates foram recebidos pelo reitor Carlos Manuel da Silva Rabadão. Trata-se de um momento de reconhecimento mútuo, no qual cada instituição expôs o perfil que pretende colocar em diálogo. Às 11h30, coube à Univates apresentar suas linhas de pesquisa e inovação, além de explicitar as expectativas da visita. A manhã se encerrou com um almoço de trabalho no restaurante da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (ESECS).
À tarde, a delegação visitou a StartUp Leiria, a partir das 14h. O encontro teve como eixo norteador a relação entre universidade, empresa e sociedade e a identificação de oportunidades de colaboração, tema de particular interesse para a Incubadora e para o Parque Tecnológico da Univates, ambientes cuja missão consiste justamente em converter conhecimento produzido na academia em soluções, negócios e desenvolvimento regional. Na sequência, das 16h às 17h30, os visitantes conheceram o Castelo de Leiria, um dos principais marcos históricos e patrimoniais da cidade.

Segundo dia: unidades de investigação e roadmap de cooperação
Na terça-feira, a agenda se voltou às estruturas de pesquisa da ULO. A partir das 9h30, a delegação conheceu o ciTechCare (Center for Innovative Care and Health Technology), com apresentação de suas linhas de investigação, projetos e infraestruturas, seguida de visita aos laboratórios. Às 11h30, a atividade se repetiu no CDRSP (Centre for Rapid and Sustainable Product Development), com o mesmo formato de exposição das linhas de pesquisa e percurso pelas instalações.
A escolha dos dois centros conecta-se a áreas de interesse crescente na cooperação científica internacional: as tecnologias em saúde e o desenvolvimento de produtos com foco em sustentabilidade. A primeira dialoga diretamente com os temas discutidos no fórum de Cascais, que reuniu especialistas em torno de eixos como a longevidade com qualidade de vida, a inovação e a tecnologia, a sustentabilidade e a governança em saúde. A segunda, por sua vez, aproxima a comitiva de competências em prototipagem e manufatura, campo em que a articulação entre pesquisa aplicada e demandas produtivas pode gerar projetos de impacto para ambos os lados do Atlântico.
Depois do almoço de trabalho na ESECS, às 13h, a comitiva seguiu para a Escola Superior de Tecnologia e Gestão (ESTG), onde participou, às 14h30, de reunião com a direção da unidade e de visita às instalações e aos laboratórios. O encontro foi voltado à identificação de áreas de trabalho conjunto, etapa em que as impressões colhidas ao longo da visita começam a se traduzir em propostas concretas. Às 16h, a programação previu a construção de um roadmap de cooperação, com a definição de áreas prioritárias, responsáveis e próximos passos.



