Graduação

Curso de Engenharia da Computação da Univates celebra 25 anos formando profissionais e impulsionando a inovação regional

Por Redação Univates

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Postado em: 02/06/2026, 10:33:57

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Atualizado em: 02/06/2026, 10:47:25

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Em fevereiro de 2001, a Universidade do Vale do Taquari - Univates deu início à primeira turma do curso de graduação em Engenharia da Computação. Vinte e cinco anos depois, o curso coleciona histórias e contribui para o desenvolvimento tecnológico da região.

Durante sua trajetória, a graduação já formou 179 engenheiros da computação. Atualmente, outros 73 estudantes estão em formação, dando continuidade a um legado marcado pela inovação, pelo empreendedorismo e pela forte inserção no mercado de trabalho.

Formação alinhada às transformações tecnológicas

Ao longo dos anos, a formação passou por atualizações curriculares que acompanharam a evolução tecnológica e as novas demandas do setor.

A mudança mais recente e significativa ocorreu com a implementação do Aula+, a proposta pedagógica inovadora da Univates, que reorganizou os cursos em blocos curriculares integrados. O modelo substituiu a lógica tradicional de disciplinas isoladas por uma formação que conecta teoria e prática desde o início da graduação.

Nesse contexto, o currículo passou a contemplar tanto os fundamentos da infraestrutura computacional e da conectividade quanto áreas emergentes, como inteligência artificial, ciência de dados e desenvolvimento de soluções digitais complexas.

Para o professor e coordenador do curso, Mouriac Diemer, uma das principais conquistas da Engenharia da Computação da Univates foi contribuir para a consolidação do Vale do Taquari como um polo tecnológico.

No início dos anos 2000, tínhamos dificuldade para encontrar profissionais locais para compor o corpo docente do curso. Hoje vivemos uma realidade completamente diferente, com um ecossistema tecnológico vibrante e autossuficiente.

Mouriac Diemer

Segundo Diemer, o curso também teve papel fundamental na disseminação da cultura do software livre na região. “Essa cultura gerou uma produção científica robusta, com trabalhos de conclusão de curso e pesquisas que não apenas contribuíram para o avanço do conhecimento, mas que também serviram de base tecnológica para novos negócios”, afirma.

O impacto desse movimento pode ser observado no crescimento do setor de tecnologia no Vale do Taquari. Muitas empresas da área foram fundadas por egressos da graduação e tiveram origem em iniciativas ligadas à Incubadora Tecnológica da Univates - Inovates e ao Parque Científico e Tecnológico do Vale do Taquari (Tecnovates), ambientes que transformam projetos acadêmicos em soluções de mercado.

Além disso, o curso participa ativamente do projeto Pro_Move Lajeado, especialmente por meio do grupo de Tecnologia da Informação e Tecnologia da Automação (TI/TA). A iniciativa reúne universidade, poder público e setor produtivo com o objetivo de consolidar Lajeado como uma cidade inovadora e conectada às demandas do futuro.

O curso na perspectiva de quem o vive

Acadêmico de Engenharia da Computação, Geferson André Schmidt, 30 anos, conta que a curiosidade foi um dos principais fatores que o levaram a escolher a profissão. Desde cedo, tinha o hábito de desmontar e montar objetos apenas para entender como eles funcionavam.

As atividades práticas têm sido as experiências que mais marcam sua trajetória. Segundo ele, disciplinas voltadas à infraestrutura e aos sistemas digitais proporcionam aprendizados que vão além da sala de aula.

As aulas em que temos mais práticas, como nas aulas de infraestrutura e sistemas digitais, são muito boas. Estou aprendendo muito e estou conseguindo usar o conhecimento no meu dia a dia.

Geferson André Schmidt

Para o estudante, o principal diferencial do curso está justamente na combinação entre teoria e prática.

A história da Engenharia da Computação também é contada por seus egressos. Um deles é Paulo Roberto Mallmann, integrante da primeira turma do curso e atual gerente do Núcleo de Tecnologia da Informação (NTI) da Univates.

Ao recordar sua escolha profissional, Mallmann destaca que a decisão foi motivada pela curiosidade em compreender a tecnologia de forma ampla.

“Sempre fui fascinado por tecnologia e queria entender todo o ecossistema: como uma linha de código consegue interagir com o mundo físico e facilitar a vida das pessoas. A Engenharia da Computação da Univates se destacou justamente por oferecer essa formação completa, unindo a robustez da engenharia com a inovação do desenvolvimento de soluções de tecnologia”, relata.

Para ele, a graduação foi uma experiência intensa, desafiadora e recompensadora.

“O curso exige muita dedicação, especialmente em áreas como cálculo, física, eletrônica, programação e bancos de dados. Mas o ambiente sempre foi muito colaborativo. Os professores eram acessíveis e os laboratórios se tornaram uma extensão da minha própria casa”, relembra.

Entre as experiências mais marcantes da época de estudante está o desenvolvimento de um painel luminoso semelhante aos utilizados em agências bancárias para indicar senhas e guichês de atendimento.

Desenvolvemos o projeto do zero: construímos a placa, montamos os circuitos, soldamos os LEDs e criamos o software que controlava o sistema. Era algo bastante inovador para a época, e o projeto chegou a ser destaque na imprensa estadual, além de ter sido utilizado como piloto no atendimento aos estudantes da própria Univates.

Paulo Roberto Mallmann

Colaborador da Univates há 26 anos, Mallmann considera especial a oportunidade de atuar na mesma instituição em que se formou.

“Atuar na Instituição do outro lado, contribuindo para o ecossistema que me formou, é uma responsabilidade e um orgulho imensos. Olhar para os corredores e laboratórios e ver a nova geração de estudantes enfrentando os mesmos desafios que eu enfrentei me motiva a entregar o meu melhor para que eles tenham uma experiência tão transformadora quanto a minha”, conclui.

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