
Delegação da Univates participa do II Fórum Internacional de Universidades pela Paz
Por Lucas George Wendt
|Postado em: 10/07/2026, 07:30:54
Entre os dias 5 e 7 de julho de 2026, em Florianópolis, aconteceu o II Fórum Internacional de Universidades pela Paz (FOUP), um encontro global destinado a colocar o conhecimento científico e a inovação social a serviço da construção de um mundo mais justo, sustentável e pacífico. A Universidade do Vale do Taquari - Univates marcou presença no evento, representada por uma delegação composta por Sandro Frohlich, Carlos Cyrne, Mouriac Halen Diemer, Alice Schmidt, Fernanda Sindelar, Marinês Rigo, Fernanda Scherer, Paula Lohmann e Márcia Volkmer.
A proposta do encontro foi reunir universidades, lideranças públicas, pesquisadores e organizações da sociedade civil para enfrentar desafios contemporâneos complexos. Em um momento em que questões como saúde mental, mudanças climáticas, o impacto da inteligência artificial e a preservação da democracia ganham urgência global, o fórum posicionou as universidades como agentes na proposição de soluções viáveis.
O objetivo é fortalecer o protagonismo acadêmico na construção de uma sociedade que valoriza a cultura de paz através do diálogo, do intercâmbio de experiências e da criação de iniciativas colaborativas que possam gerar impacto global real. Durante os três dias de imersão, a delegação da Univates participou de uma agenda que transitou entre o diagnóstico de problemas sociais e a criação de estratégias concretas de atuação.
Eixos temáticos do evento
Logo após a abertura oficial, no dia 6 de julho, o debate central sobre o "Protagonismo das Universidades na construção da cultura de paz" estabeleceu o tom das atividades. A discussão sobre o programa "Cidades Amigas pela Paz" conectou a necessidade de aproximar a academia da gestão pública municipal, com a formalização de parcerias estratégicas que visam transformar a realidade local a partir de diretrizes globais.
Um dos momentos de maior destaque foi o painel sobre a pesquisa como fundamento para a construção da paz, onde se defendeu uma ciência mais humana e participativa. Em um mundo cada vez mais digital, a necessidade de pesquisas que considerem o componente humano foi reforçada como base para o desenvolvimento de políticas públicas eficazes. Concomitantemente, o Centro de Estudos e Pesquisas Avançadas pela Paz e Inovação (CIEPI) utilizou o fórum para lançar um estudo sobre violências contra as mulheres, com destaque para estratégias de enfrentamento que podem ser replicadas por outras instituições.
A complexidade dos desafios modernos também esteve na pauta da delegação da Instituição. A discussão sobre "Saúde Mental no trabalho e promoção de uma cultura de paz" capacitou profissionais a atuarem em ambientes de trabalho, um tema crescente nas discussões corporativas e educacionais. As mudanças climáticas também foram tratadas, buscando estabelecer conexões entre a preservação ambiental e a paz social, demonstrando que não há sustentabilidade possível em um ambiente de conflito e escassez.
Outro tópico foi o papel da Inteligência Artificial (IA) a serviço da paz. Em um debate que ponderou oportunidades e desafios, especialistas discutiram como a tecnologia pode ser utilizada tanto para democratizar o acesso à informação quanto para mitigar tensões sociais.
Resultados e agenda futura
O encerramento do evento, em 7 de julho, marcou o início de uma nova fase para as instituições participantes. Além do lançamento do "Programa Bancos de Boas Práticas pela Paz" e da "Formação de Agentes de Paz e Alta Gestão", o evento celebrou a criação do "Selo Universidades pela Paz", uma certificação que reconhece o compromisso das instituições com os valores debatidos no fórum. O momento mais simbólico do FOUP 2026 foi a assinatura da "Carta das Universidades pela Cultura de Paz", um documento que formaliza um novo tempo e novos protagonistas na educação.


