Reitoria

Pró-reitor da Univates cumpre agenda em Brasília e participa de articulações sobre avaliação e formação docente no ensino superior

Por Lucas George Wendt

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Postado em: 08/05/2026, 09:00:00

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Em uma agenda institucional, o pró-reitor de Ensino e Extensão da Universidade do Vale do Taquari - Univates, professor Tiago Weizenmann, participou, entre os dias 27 e 29 de abril, de dois espaços para o debate contemporâneo sobre qualidade, avaliação e formação de professores no ensino superior. As atividades ocorreram em Brasília e envolveram tanto o circuito ibero-americano de garantia da qualidade quanto instâncias decisórias da política educacional brasileira.

11ª plenária do Sistema Ibero-Americano de Garantia da Qualidade da Educação Superior

A primeira agenda concentrou-se na 11ª plenária do Sistema Ibero-Americano de Garantia da Qualidade da Educação Superior, realizada no auditório do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP), realizada no dia 27. O evento reuniu representantes de países da América Latina e da Península Ibérica, com destaque para a participação espanhola, e operou como um fórum técnico de intercâmbio de modelos avaliativos e referenciais normativos voltados à educação superior. Ali, o pró-reitor acompanhou discussões que tensionam uma concepção tradicional de qualidade, frequentemente centrada em indicadores bibliométricos, em direção a abordagens mais complexas, que incorporam dimensões de inovação e impacto social.

Nesse contexto, uma das sessões acompanhadas abordou precisamente a avaliação da inovação no ensino superior, com ênfase na necessidade de construção de métricas capazes de captar efeitos que extrapolam o retorno econômico imediato. A intervenção de representantes do INEP, entre eles Ulysses Teixeira, diretor de Avaliação da Educação Superior do órgão, assinala que a inovação passa a ser compreendida como fenômeno multidimensional, cuja mensuração exige instrumentos que considerem temporalidades distintas, curto, médio e longo prazo, e a capacidade institucional de produzir transformações sociais. Complementarmente, pesquisadores vinculados a universidades como UFRJ, UFMG e USP apresentaram esforços metodológicos em curso para o desenvolvimento de indicadores mais completos, sinalizando a emergência de uma agenda nacional de mensuração da inovação acadêmica.

Outra dimensão abordada na plenária refere-se à avaliação da formação docente universitária, tema que ganha centralidade diante das reconfigurações contemporâneas das políticas educacionais. A contribuição de uma especialista espanhol presente no evento trouxe a realidade do contexto europeu, no qual os sistemas de avaliação docente vêm progressivamente incorporando critérios que vão além da produtividade científica, incluindo aspectos como transferência de conhecimento, impacto social e capacidade de liderança institucional.

Fórum Nacional de Pró-Reitorias de Graduação (ForGRAD)

A segunda frente da agenda em Brasília foi o Fórum Nacional de Pró-Reitorias de Graduação (ForGRAD), instância que reúne gestores acadêmicos de todas as regiões do país e da qual Weizenmann integra a diretoria na gestão 2026–2027, exercendo ainda a coordenação da região Sul. O encontro, realizado nos dias 28 e 29, foi precedido por uma reunião da diretoria, voltada ao planejamento das ações do biênio.

O ForGRAD configura-se como um espaço de mediação entre as instituições de ensino superior e os órgãos formuladores de políticas públicas, particularmente o Conselho Nacional de Educação (CNE). Nesse sentido, um dos momentos de destaque do encontro foi a participação de Cesar Callegari, presidente do CNE, que apresentou diretrizes em discussão para as licenciaturas, ao mesmo tempo em que acolheu contribuições dos pró-reitores. 

A relevância desse diálogo se amplifica quando se considera o atual cenário de reestruturação das licenciaturas no Brasil, marcado por disputas em torno de currículos, cargas horárias e integração entre teoria e prática. A interlocução direta com o CNE permite que demandas institucionais, frequentemente derivadas de experiências empíricas na gestão acadêmica, sejam incorporadas ao debate regulatório, reduzindo assimetrias entre formulação e implementação.

Outro eixo fórum foi a discussão sobre os processos de avaliação externa conduzidos pelo Ministério da Educação, com destaque para instrumentos como o ENADE e o ENAMED. A participação de representantes do INEP possibilitou um duplo movimento, por um lado, a apresentação de diretrizes e ajustes em curso nesses exames; por outro, a explicitação, por parte dos pró-reitores, de críticas, demandas e sugestões oriundas da prática institucional.

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