
Vice-reitora da Univates participa de debate estadual sobre adaptação climática e reconstrução do Rio Grande do Sul
Por Lucas George Wendt
|Postado em: 08/05/2026, 07:30:04
A vice-reitora da Universidade do Vale do Taquari - Univates, Cintia Agostini, participou na quinta-feira, 7 de maio, do evento “Adaptação climática: panorama do Rio Grande do Sul após dois anos do desastre”, realizado no Instituto Caldeira, em Porto Alegre. O encontro reuniu representantes do poder público, universidades, organizações da sociedade civil e instituições de pesquisa para discutir estratégias de reconstrução e adaptação climática no Estado dois anos após as enchentes históricas de maio de 2024.
Promovido pelo WRI (World Resources Institute) Brasil e a iniciativa RegeneraRS, o evento debateu os avanços, desafios e perspectivas para a consolidação de políticas de resiliência territorial e governança climática de longo prazo no Rio Grande do Sul.
Cintia integrou a Sessão 3, intitulada “Perspectivas para avançar na agenda de adaptação de longo prazo”, ao lado de representantes de instituições acadêmicas, científicas e do terceiro setor. Em sua participação, a vice-reitora abordou a realidade do Vale do Taquari após os eventos climáticos extremos que atingiram a região e destacou o papel desempenhado pela Univates em processos de reconstrução, planejamento territorial e apoio técnico aos municípios.
Durante a fala, foram apresentados exemplos de ações conduzidas pela Universidade em articulação com administrações municipais e diferentes setores da sociedade, especialmente os trabalhos relacionados à revisão e atualização de planos diretores em municípios do Vale do Taquari. Segundo Cintia, a reconstrução pós-desastre exige intervenções emergenciais, mas também planejamento urbano e ambiental orientado por critérios de sustentabilidade, prevenção de riscos e adaptação climática.
A vice-reitora também ressaltou a necessidade de integrar conhecimento científico, gestão pública e participação comunitária na formulação de estratégias de longo prazo capazes de reduzir vulnerabilidades históricas e ampliar a capacidade de resposta dos territórios frente à intensificação de eventos extremos.
O evento marcou ainda o lançamento do estudo “Entendendo a construção do risco: Causas raiz do desastre climático de 2024 no Rio Grande do Sul”, desenvolvido a partir da metodologia FORIN (Investigação Forense de Desastres). A pesquisa propõe uma análise multissetorial sobre fatores sociais, econômicos, territoriais e de governança que contribuíram para a ampliação dos impactos do desastre climático registrado no Estado.
A programação reuniu nomes ligados à reconstrução do Rio Grande do Sul, entre eles representantes do Governo do Estado, gestores municipais, especialistas em planejamento urbano, pesquisadores e integrantes de organizações voltadas à regeneração territorial e adaptação climática.





