Institucional

Editora Univates celebra três décadas de produção editorial no ambiente acadêmico e literário regional

Por Lucas George Wendt

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Postado em: 01/06/2026, 00:00:00

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A trajetória da Editora Univates, criada em 1996 e institucionalmente consolidada a partir da aprovação de seu Conselho Editorial é compreendida como um processo de institucionalização da comunicação científica e da produção literária na Universidade do Vale do Taquari - Univates. Atualmente, a Editora trabalha conectando, simultaneamente, dimensões acadêmicas, culturais e de produção de conhecimento na região do Vale do Taquari.

Durante sua existência, a Editora já se envolveu com a difusão de mais de 600 títulos. Ao longo de quase 30 anos, a Editora passou de uma estrutura orientada predominantemente à organização de publicações acadêmicas internas para um modelo editorial mais integrado às dinâmicas contemporâneas da ciência aberta e da comunicação científica digital.

No que se refere aos dados quantitativos mais recentes, estima-se que a Editora publique, em média, cerca de 30 títulos anuais entre livros impressos e e-books. No campo dos periódicos científicos, são publicados em torno de 10 volumes por ano, cada um contendo mais de dez artigos científicos.

Página da Editora no site da Univates

Lucas George Wendt

Segundo o pró-reitor de Pesquisa e Pós-Graduação da Univates, professor Luis Fernando Saraiva Macedo Timmers, “a Editora é o principal motor para a institucionalização progressiva e a difusão da comunicação científica na Univates, pois garante o rigor metodológico e a credibilidade editorial da produção acadêmica, o que é fundamental para a inserção em sistemas formais de avaliação da pós-graduação brasileira. Além disso, a Editora é o dispositivo que assegura que a pesquisa atenda à demanda crescente por demonstrar impacto social e relevância territorial, ao mesmo tempo que persegue indicadores internacionais de legitimação, como o índice h5 do Google Acadêmico e fator de impacto”, explica.

A Universidade conta com uma Política Institucional de Publicações desde 2011 que, entre outras questões, estabelece o papel da Editora e de suas atividades.  Do ponto de vista institucional, a Editora é estratégica na articulação entre diferentes dimensões da Universidade. A função se torna ainda mais relevante em um contexto em que a ciência é crescentemente demandada a demonstrar impacto social, relevância territorial e capacidade de diálogo com diferentes públicos.

Tiago Weizenmann, pró-reitor de Ensino e Extensão, complementa que “a Editora desempenha um papel estratégico na articulação entre ensino, pesquisa, graduação e pós-graduação, assegurando que a produção de conhecimento alcance efetiva circulação pública. Além de contribuir para a valorização e a difusão da produção intelectual, acadêmica e literária local, a Editora vem consolidando um modelo integrado de publicação que privilegia o acesso aberto e os formatos digitais. Nesse contexto, atua como um importante dispositivo de mediação entre a produção do conhecimento e sua socialização junto à sociedade, ampliando o alcance e o impacto das contribuições acadêmicas produzidas na Instituição.”.

Obra Marcas na paisagem, lançada em 2025

Lucas George Wendt

Os primeiros passos 

Em meados da década de 1990, o cenário editorial universitário brasileiro ainda era marcado por limitações de infraestrutura digital e por uma dependência de suportes físicos. Nesse contexto, a criação da Editora Univates, na época Editora da Fates, representou uma ação institucional de afirmação da produção intelectual local, permitindo que pesquisas, materiais didáticos, peças literárias e produções técnico-científicas encontrassem um canal formalizado de publicação. Foi uma etapa de um movimento maior de internalização da cultura editorial, no qual a universidade passou a reconhecer a necessidade de desenvolver mecanismos próprios de difusão do conhecimento que produz.

Com a consolidação do Conselho Editorial e a posterior formalização de uma política institucional de publicações, a Editora começa a operar sob uma lógica mais sistemática de governança editorial, ainda que, ao longo do tempo, essa estrutura tenha sido reconfigurada. A partir de 2018, o foco recai prioritariamente sobre publicações internas da Instituição, com os conteúdos chegando aos fluxos editoriais já submetidos a validações prévias realizadas por cursos e áreas de conhecimento. 

Os periódicos 

Atualmente, a Editora é responsável por quatro revistas científicas: Revista Signos (Qualis A3), Revista Estudo & Debate (B2), Revista Destaques Acadêmicos (A3) e Revista Jus & Communitas (ainda sem avaliação Qualis). Esses indicadores evidenciam não apenas a regularidade da produção, mas também sua inserção em sistemas formais de avaliação da pós-graduação brasileira.

No caso dos periódicos científicos vinculados à Editora, permanece a base o sistema de avaliação por pares ad hoc, no qual pesquisadores externos atuam como pareceristas responsáveis pela análise crítica dos manuscritos submetidos. O mecanismo, amplamente reconhecido no campo da comunicação científica internacional, constitui um dos principais dispositivos de garantia de rigor metodológico, consistência teórica e relevância empírica das publicações. Embora não remunerado, esse trabalho de revisão é importante para a manutenção da credibilidade editorial e para a inserção dos periódicos em circuitos de indexação e avaliação acadêmica.

A lógica de trabalho dos pareceristas  é parte de um sistema mais amplo de produção científica, na qual a validação do conhecimento não se dá apenas na instância institucional, mas também em redes de especialistas distribuídos, um modelo que dialoga com a dimensão coletiva da ciência. 

Formatos e áreas 

Outro aspecto na trajetória da Editora diz respeito à diversificação dos formatos de publicação. Se, em sua fase inicial, predominavam livros impressos e materiais em suportes físicos diversos, como CDs e outros dispositivos de armazenamento, atualmente observa-se uma predominância de formatos digitais, embora o impresso ainda persista em nichos específicos.

No plano da visibilidade e da circulação do conhecimento, a Editora Univates tem investido de forma na priorização do formato eletrônico, o que permite a ampliação do alcance das publicações e a superação de barreiras geográficas historicamente associadas ao modelo impresso. 

A transição para o digital é uma transformação nos próprios regimes de acesso ao conhecimento científico, uma vez que os conteúdos são disponibilizados em plataformas abertas e acessíveis pela internet, com potencial de leitura por públicos diversificados, tanto no Brasil quanto no exterior.

Garantia de qualidade 

Esse processo de digitalização está diretamente associado às transformações mais amplas, especialmente a da comunicação científica contemporânea, nas quais a lógica do acesso aberto, a interoperabilidade de sistemas e a indexação em bases internacionais desempenham papel central na legitimação da produção acadêmica. Nesse contexto, a Editora busca consolidar suas publicações por meio de indicadores como Qualis/Capes, índice h5 do Google Acadêmico e fator de impacto, os quais funcionam como dispositivos de mensuração da visibilidade e da influência científica.

A diversidade de áreas contempladas pelas publicações ao longo do tempo também ressalta o caráter multidisciplinar da produção acadêmica da Univates, abrangendo campos como ciências humanas e ciência sociais aplicadas, saúde, tecnologia e educação, pois a pluralidade de temas reflete a própria estrutura institucional da Universidade, que articula ensino, pesquisa, extensão e pós-graduação em um modelo integrado de produção de conhecimento.

Página do Portal de Periódicos

Nicole Morás

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